Todos os anos, institutos de pesquisa e grandes fabricantes de tintas anunciam suas “cores do ano”. A iniciativa foi criada pela Pantone, que lançou esse movimento em 1999, com a escolha da cor para o ano 2000, a Cerulean, um tom de azul claro.
Esses anúncios ganham grande repercussão no mercado de arquitetura, interiores, moda e design. Mais do que uma escolha estética, fazem parte de um processo estruturado de análise e interpretação de tendências.
Como Funciona a Escolha
A definição dessas cores normalmente está ligada a um processo conhecido como pesquisa de tendências. Grandes marcas contam com equipes internas e consultorias especializadas que observam mudanças culturais, comportamentais e estéticas ao redor do mundo.
Algumas marcas organizam encontros internacionais com especialistas em cor, designers, arquitetos e pesquisadores de comportamento. Nessas discussões, são analisados sinais que estão surgindo em diferentes mercados e contextos.
Esse trabalho envolve a análise de diversos fatores, como comportamento do consumidor, transformações sociais, movimentos da moda e do design, tendências da arquitetura e do mobiliário, avanços tecnológicos e até o cenário político e econômico.
A partir desse conjunto de informações, as empresas identificam direções cromáticas que começam a aparecer de forma recorrente em diferentes áreas criativas. Apesar de parecer um anúncio simples, a definição dessas cores costuma levar meses de pesquisa.
O objetivo não é escolher uma cor isolada, mas identificar movimentos estéticos mais amplos. Por isso, muitas vezes vemos diferentes empresas anunciando cores distintas, mas dentro de uma mesma família cromática.
Outro ponto importante é que a cor do ano raramente aparece sozinha. Ela costuma vir acompanhada de um conceito ou narrativa.
Nos últimos anos, temos visto cores associadas a ideias como acolhimento, otimismo, reconexão com a natureza, bem-estar e até tecnologia. Esses conceitos ajudam a comunicar não apenas uma tonalidade, mas uma leitura do momento cultural.
Existe também uma dimensão estratégica nesse processo. A divulgação das cores do ano movimenta o mercado, gera conteúdo para imprensa e inspira novas coleções de produtos, revestimentos, tecidos e objetos. Para as marcas, é também uma forma de posicionamento.
Para arquitetos e designers de interiores, a cor do ano é um indicativo de direção estética. Essas cores passam a circular com mais frequência e acabam entrando no repertório visual das pessoas. Com o tempo, tornam-se mais familiares e mais aceitas.
Pantone
Cloud Dancer (PANTONE 11-4201)
Um branco suave e luminoso, associado à ideia de clareza, simplicidade e renovação.
Sherwin-Williams
Universal Khaki (SW 6150)
Um neutro quente entre bege e cáqui, pensado para dialogar com materiais naturais e interiores mais calmos.
Coral (AkzoNobel)
Azul Puro
Um azul intenso ligado à ideia de profundidade, estabilidade e reflexão.
Suvinil
Tempestade e Cipó da Amazônia
A marca aposta em uma dupla que combina um tom mais fechado e sofisticado com uma cor inspirada na natureza brasileira.
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